29/09/2013


Fuma o último cigarro da noite no escuto da janela. Misturando o cheiro a nicotina com a chuva. A chuva que ensopa as toalhas estendidas na corda. A chuva que o apressa, e que por fim põe fim ao prazer do vicio. 
Olha as luzes molhadas do outro lado da rua. O silêncio que o Outono repõe. As casas cheias que o Verão desnudou um dia. 
Senta-se no sofá a desenhar. Uma transição um tanto cinematográfica. Sexy, se vista aos olhos dela. 
O quente fingido da sala. A luz das luzes, que secas lhe agilizam finos e rápidos. Os dedos de onde saem mulheres. Sobretudo mulheres. Os dedos que se sentam à noite,  no sofá da sala, para parir rostos duros e finos. Olhos grandes e acessos, tanto quanto as luzes que trouxe da janela. 

Ela senta-se ao lado. Não sabe desenhar, rabiscar, nem tão pouco imaginar mulheres.
Escreve-o. A si e à cena cinematográfica. Sexy, aos olhos dela.
Ela não fuma, não gosta do escuro. Não se assoma à janela nem vê o Verão a esquivar-se na chuva de Outono. 
Senta-se na sala, e escreve-o enquanto o observa. 

Na paz de uma noite fria que do outro lado da rua é mais clara. No escuro, que a luz fingida da sala interrompe. 
Na calma... de quem fumou o último cigarro do dia. De quem escreve aquilo que vê... vendo aquilo que quer ver...

27/09/2013

Um aperto no peito e na voz que não sei se é gripe se é cansaço. De dentro.
Se for cansaço não vou dizer a ninguém. Assumir-me triste e cansada implica explicar porquê, e já ninguém suporta a ladainha da ''menina frustrada''. Nem eu.
Isto de ser fraco não está com nada. Preocupar os meus ainda menos...

No Verão é mais fácil enganar o tempo. Fazer de conta que podemos parar e que quando retomar-mos as horas vai ser tudo diferente. Nós. As circunstâncias.
Mas agora chegou o Outono. O Outono que anuncia o Inverno como um corvo antecede as más noticias.


E assim, no cair do Verão, volto aqui. Um mês e muito depois.
Com uma caneca de chá quente em cima da mesa, um vidro sujo à janela e uma manhã que balança, lá fora, de um lado para o outro. Num vento que me incomoda. Num Outono de que eu não gosto.
Num cansaço que me esmorece. A alma e a vontade.

Salve-se o coração, que está tão cheio de amor. Ao menos isso.

26/09/2013

É A NOVA MODA




 Pegar no pimba e trocar-lhe as voltas. Provar por A mais B que um bom poema só precisa de uma boa melodia. Que até um mau poema pode resultar.  Na voz certa e nos acordes certos.
E aqui está, um tema de Marante, na voz de António Zambujo.

23/09/2013

De cuspir o estômago pela boca.

Está a circular nos blogs desta vida ( e ainda bem) a denuncia a um perfil no Facebook absolutamente tenebroso, nojento.... inqualificável. Trata-se de um pedofilo que recolhe , através do Facebook, fotos de meninas-crianças, e as partilha de forma.... enfim.
O perfil é ESTE e podem denunciá-lo AQUI.

Não resolve o problema, não. Mas caramba, é impossível ver estas coisas e assobiar para o lado.

Passem pela página, copiem o link e introduzam o código de segurança. Não custa nada.


Merci, gente de bem.